Dê Play




Caboclo reage a afastamento da CBF e diz que foi um notório golpe

News3

O presidente afastado da CBF, Rogério Caboclo, reagiu nesta sexta-feira à medida tomada pela diretoria da entidade, que na quinta o afastou por mais 60 dias do cargo. Na avaliação do dirigente, trata-se de um golpe. Em nota enviada à imprensa, Rogério Caboclo diz que a situação equivale a ministros derrubarem um presidente eleito.

A decisão foi tomada durante uma reunião de diretoria da CBF na noite de quinta-feira. A entidade se baseou no artigo 143 do estatuto para afastar Rogério Caboclo. Diz o artigo:

Art. 143 – Nos casos de urgência comprovada, a Diretoria da CBF poderá afastar, em caráter preventivo, qualquer pessoa física ou jurídica direta ou indiretamente vinculada à CBF que infrinja ou tolere que sejam infringidas as normas constantes deste Estatuto ou do Estatuto da FIFA ou da CONMEBOL, bem como as normas contidas na legislação desportiva e nos regulamentos da CBF.

Rogério Caboclo se ampara num parecer do jurista Fábio Ulhoa Coelho, professor da PUC-SP, para quem só a Assembleia Geral Administrativa da CBF (ou seja, o conjunto das 27 federações estaduais) poderia afastar o presidente da confederação.

Caboclo afirma ainda que vai tomar as providências cabíveis para reverter a decisão. Procurada pelo ge, a defesa do dirigente não detalhou quais seriam essas providências – se agiria na Justiça Desportiva ou na Justiça Comum para tentar retomar a presidência da CBF.

No comunicado, Rogério Caboclo volta a responsabilizar Marco Polo Del Nero pela situação. Banido pela Fifa em 2018, o ex-presidente da CBF continua a ser influente no futebol brasileiro.

Na véspera da decisão da CBF de afastá-lo por mais 60 dias, Caboclo acusou Del Nero de pedir R$ 12 milhões a ele em troca do silêncio da funcionária que o acusou de assédio.

Del Nero rebateu com uma nota na qual afirma:

– O desditoso Rogério Caboclo é perverso, além de seu falar temulento e andar trôpego, e por esse ego inflado, mentiroso empedernido, viaja em alucinações, achando que pode esconder seus assédios, alavancando acusações desconexas e inverídicas a outros. Aconselho-o cuidar de si e das vítimas.

No dia 4 de junho, o ge revelou a existência de uma denúncia de assédio moral e assédio sexual contra Caboclo. Uma funcionária o acusou formalmente na Comissão de Ética da entidade, que no dia 6 de junho o afastou por 30 dias e desde então apura o caso. Na semana passada, o diretor de TI da CBF, Fernando França, também acusou Caboclo de assédio moral. O dirigente nega as acusações.


Fonte: Globo Esporte

Deixe seu comentário